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NotíciasARTIGO: JUVENTUDE DEVE PAUTAR ELEIÇÕES DE 201025/01/10 Estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) revela dados preocupantes da juventude brasileira e a falta de investimentos públicos no setor. Dois dados apontam para esse quadro. O desemprego na faixa etária entre 16 e 20 anos, por exemplo, triplicou entre 1987 e 2007: passou de 7% para 20%. Menos da metade dos jovens de 15 a 17 anos está cursando o ensino médio e apenas 13% dos jovens de 18 a 24 anos frequentavam o ensino superior em 2007. Essa é uma questão que deve pautar as eleições de outubro nos dois níveis: estadual e federal. O Paraná, por exemplo, avançou muito nas políticas públicas para juventude, tem uma secretaria na área e investe 30% do seu orçamento em educação - parte desse porcentual vai para o ensino médio - e tem uma boa rede de universidades públicas. O avanço obtido até agora não tem que ficar estanque. O desafio, a partir de 2011, é ampliar ainda mais os investimentos no ensino médio, no lazer, na cultura, na inclusão digital e, principalmente, na criação de mais empregos para os jovens. Para isso precisa-se de uma revolução educacional e tecnológica. É necessário - nos dois níveis de governo - fazer grandes investimentos em áreas como tecnologia de informação, nanotecnologia, bioquímica e assim por diante. Ou seja, o Brasil e o Paraná precisam dar um salto de qualidade na sua base tecnológica porque isso aumenta os salários e fortalece o mercado interno. O maior problema a ser enfrentado é ainda o desemprego. Na faixa etária dos 16 aos 20 anos, ele passou de 7%, em 1987, para mais de 20%, em 2007. Na faixa dos 21 aos 29 anos, o desemprego mais que dobrou, passando de 5% para 11% no mesmo período. Em 2007, havia 4,8 milhões de jovens desempregados, 60,74% do total de desempregados no país. O desemprego nesta faixa etária é três vezes maior que entre adultos. Especialmente elevado (19,8%) era o número de jovens que não estudavam nem trabalhavam. Em relação à educação, o estudo do Ipea aponta que menos da metade dos jovens de 15 a 17 anos está cursando o ensino médio, etapa de ensino adequada para esta faixa etária, e apenas 13% dos jovens de 18 a 24 anos frequentavam o ensino superior em 2007 - muito abaixo da meta de 30% estipulada para 2011 no Plano Nacional de Educação. O problema maior está no atraso para concluir os estudos: apenas 48% estavam no ensino médio. A cor, nível de renda e local da moradia interferem nas oportunidades de acesso. Em 2007, 57% dos brasileiros de 15 a 17 anos que residiam em áreas metropolitanas frequentavam o ensino médio, contra pouco menos de 31% no meio rural. No ensino superior, a renda é fator determinante para o acesso do brasileiro à universidade: a taxa de frequência daqueles que têm renda mensal per capita de cinco salários mínimos ou mais (55%) é dez vezes maior do que entre a população que ganha até meio salário mínimo (5%). O estudo aponta para que as ações do governo, hoje descoordenadas, precisam ser articuladas e com a participação de entidades e da sociedade. As altas taxas de evasão escolar, índices alarmantes de morte precoce ou a reprodução de desigualdades centenárias entre as novas gerações confirmam uma trajetória irregular e de fracassos de programas e políticas na faixa etária entre 15 e 29 anos.
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