“O fato é que o Governo tem investido em uma área que é crítica para todos”

23346196431_1d0b41f7eb_zDEPUTADO LUIZ CLAUDIO ROMANELLI (PSB): Mas o fato concreto é que o Delegado Noronha, desde o ano passado, procurou a mim, ao Deputado Nelson Justus, deve ter batido na maior parte dos gabinetes desta Casa. Por quê? Porque a Adepol tem uma reivindicação que está sendo estudada pelo Governo e o Governo poderá implantar no momento que financeiramente for possível, que é a equiparação por carreira jurídica e dos Delegados de Polícia, com os Procuradores de Estado. E não podemos ceder a nenhum tipo de chantagem. Falei isso da tribuna semana passada e o que aconteceu? A Adepol e o Sindicato dos Delegados fizeram notas de repúdio contra mim, notas inclusive de cunho pessoal.

Olha, quero dizer que não sou filho de pai assustado, vim ao mundo para manifestar meus posicionamentos, falo desta tribuna no que acredito e acredito que o Estado tem que ser bem gerido, corretamente. E financeiramente vão ser reajustados os salários dos Delegados, que é uma carreira respeitada por todos nós, no momento que financeiramente for possível. Temos que pagar, nem por isso estou vendo, por exemplo, os Praças da Polícia Militar fazendo protesto, temos que pagar as promoções e progressões, que têm um ligeiro atraso.

Temos que pagar, Professor Lemos, as promoções e progressões dos professores. Temos uma agenda de trabalho que envolve a nossa relação com os servidores públicos. Agora, a Casa não pode prestar-se a esse tipo de sentimento. Desculpem! Nem é esse o espírito dos Delegados de Polícia, de uma carreira importante para o Estado do Paraná. Mas o Estado não vai ceder a nenhum tipo de pressão indevida. E tudo o que tem sido feito nessa questão, tem sido conduzido pelo Secretário de Segurança Pública, o Wagner Mesquita, que é Delegado da Polícia Federal e vai tratar esse tema à luz do interesse público, da mesma forma que o Comandante da Polícia Militar, Maurício Tortato está tratando também.

Então, não é discurso fácil de aprendizado novo, que vai aqui dizer os números da segurança. Tínhamos – Deputado Maurício, V.Ex.a fica como manifestante, de costas, mas devia me ouvir – o dobro do que temos hoje de presos, em Delegacias de Polícia. Tinha o dobro do que tem hoje. O dobro! O fato é que o Governo tem investido em uma área que é crítica para todos. Mas tem limite, desculpe. A minha tolerância, por mais que eu seja tolerante, tem limite no que se fala em relação à segurança. Deputado Adelino.

Deputado Adelino Ribeiro (PSL): Eu comungo com a ideia, Deputado Romanelli, até porque na época que V.Ex.a defendia o Governo Requião nesta Casa eu era Vereador na cidade de Cascavel. Quantas vezes vi o pessoal da Polícia Militar reclamar que faltava recursos para colocar as viaturas em andamento naquele momento, consertar as viaturas naquele momento. Então, falar de um Governo que está hoje é voltar no que estava antes. Não defendo Governo, defendo a sociedade. A sociedade que via oito anos atrás sabe o que estamos falando hoje aqui. Ela sentia na pele a dificuldade que tinha. Hoje está tendo dificuldade, tem, agora vir a público falar, quando o Governador Beto Richa pegou o Governo do Estado, éramos o 23.º Estado em policiais, 23.º em investimentos de policiais. De lá para cá, quantos policiais foram contratados, quantos delegados foram contratados em muitas cidades que não tinha delegados? Acho que tem algumas pessoas que defendem as suas ideias. Tem umas que defendem para fazer politicagem com os policiais, defendo a sociedade, acho que a sociedade, sim, tem que ter segurança. Quando se coloca Unidade do Paraná Seguro em Cascavel para dar segurança em uma região muito difícil, aí está se colocando a qualidade do Governo em investimentos em segurança pública. Então, quem vive do passado, sei o quanto sofremos na época, em Cascavel. Na época, eu era Vereador em Cascavel, é difícil falarmos, mas, infelizmente, as pessoas não vivem o passado, estão vivendo só o presente, porque no passado sabemos o quanto sofremos na área de segurança e, principalmente, na cidade de Cascavel.

DEPUTADO LUIZ CLAUDIO ROMANELLI (PSB): Deputado Hussein. Obrigado, Deputado Adelino.

Deputado Hussein Bakri (PSD): Olha, meu amigo Romanelli, em primeiro lugar, o Deputado Requião, que nutro respeito por ele, tem que parar de querer dar conselhos, porque quando ele estava em Brasília desfilando para as revistas de moda, era bem jovem ainda, estávamos aqui no Paraná sabendo dos graves defeitos que tinha o Governo do pai dele. Aliás, para dar conselho para alguém, primeiro ele precisa aconselhar o pai dele a não votar, a não aceitar as duas diretorias da Itaipu, pelo bem do povo do Paraná. Não troque o povo do Paraná por duas diretorias da Itaipu. E também falar em Polícia Militar remonta-me à Granja Canguiri, onde a grande parte dos policiais ficava cuidando dos cavalos, em detrimento do povo. Portanto, menos, Requião.

Deputado Anibelli Neto (PMDB): Deputado Romanelli, posso fazer um contraponto em seu horário?

DEPUTADO LUIZ CLAUDIO ROMANELLI (PSB): Claro, sem dúvida.

Deputado Anibelli Neto (PMDB): Ontem, cheguei atrasado à Sessão e acabei vendo na TV Assembleia o conselho que o Deputado Hussein Bakri fez ao Deputado Requião Filho. Quero dizer que ele também poderia, já que ele batia no peito e falava que o Deputado Rossoni não vinha para a Casa Civil e como o Rossoni veio para a Casa Civil, ele poderia também entregar os cargos que ele tem em União da Vitória. Acho que seria uma atitude digna como ele está querendo dar conselho para o Requião.

Deputado Hussein Bakri (PSD): Eu só quero…

PRESIDENTE (Deputado Ademar Traiano – PSDB): Deputado Romanelli, para concluir.

DEPUTADO LUIZ CLAUDIO ROMANELLI (PSB): Deputado Anibelli, não poderia ter feito um aparte que não tem absolutamente nada a ver, fazendo um ataque pessoal ao Deputado Hussein Bakri. Desculpe, foi uma profunda deslealdade com ele e comigo, que estou na tribuna. Presidente, o Deputado Hussein exerce com proficiência o mandato de Deputado Estadual, representa a região de União da Vitória e tem trabalhado muito bem. E quero dizer, Sr. Presidente, o seguinte: demagogia tem perna curta, sempre disse isso aqui e não dá para ficarmos fazendo demagogia em um tema tão importante, em um momento tão delicado como o nosso País está vivendo. Creio que aqui todos têm que ter muita responsabilidade no que fala e fazem, porque o momento é delicado e a cidadania e a democracia estão em risco. Obrigado, Presidente!

Romanelli levará reinvindicações dos empresários de vinho ao governador

25784422284_596585bda3_zO deputado Luiz Claudio Romanelli, líder do governo na Assembleia Legislativa, comprometeu-se a interceder junto ao secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa e ao governador Beto Richa  para minimizar os efeitos do aumento de impostos dos vinhos, durante a audiência pública realizada na terça-feira (12) no plenarinho da Alep. “Precisamos ter imposto adequado a realidade do mercado. A questão está sendo discutida pelo governo, intensamente. Já fizemos, pelo menos, duas reuniões com o secretário Mauro Ricardo para tratar este tema. O governador está absolutamente sensível a esta questão e com certeza este mês ainda vai ser tratada e resolvida”, disse.

A audiência, promovida pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-PR) e pelos deputados estaduais Evandro Araújo (PSC) e Rasca Rodrigues (PV), discutiu os efeitos da substituição tributária promovida pela Secretaria da Fazenda sobre a cadeia produtiva do vinho.

O presidente da Abrasel, Marcelo Woellner Pereira, explicou que o principal objetivo da audiência foi buscar soluções e chamar a atenção do Governo do Estado. “Nós representamos um milhão de empresas no Brasil que geram 6 milhões de empregos. Somos um dos setores que mais emprega no país. E no nosso estado a alíquota do imposto está exorbitante. Do ano passado para cá, nós tivemos aproximadamente 40 restaurantes fechados em Curitiba, o que representa mais de 250 funcionários que perderam o emprego, porque os empresários não suportaram o preço dos impostos”.

O assessor da Coordenação da Receita do Estado, Mauro Ferreira dal Bianco, explicou que a margem de valor agregado é calculada com pesquisas feitas no próprio mercado. “Com relação à carga tributária, o Paraná é apenas responsável pelo ICMS, enquanto os outros custos são de responsabilidade do governo federal”. Ele também disse que a equipe da Secretaria da Fazenda está disposta a dialogar e receber todo o setor quantas vezes for necessário. “Se ainda existem dúvidas nós estamos disponíveis para passar dados, inclusive em relação ao impacto dessa mudança de tributação”, concluiu.

Para o deputado Rasca Rodrigues (PV) as alterações nas alíquotas do ICMS trouxeram prejuízos para comerciantes e consumidores.“O que foi discutido hoje mostra que ao invés do governo ganhar com os aumentos tributários na cadeia do vinho, ele acabou diminuindo a arrecadação em 53%, já que o vinho chega mais caro ao consumidor”, afirmou Rasca Rodrigues.

“Na realidade estamos defendo os empregos de garçons, cozinheiros e outros profissionais que atuam nesse setor, uma vez que, segundo relatos das entidades que o representam, inúmeros estabelecimentos têm fechado as portas em função de uma carga tributária que tem inviabilizado o setor.”, disse o deputado Evandro Araújo (PSC).

“O Governo trata essa questão que envolve a empresa Araupel desde o início – e o início já vem de décadas – da forma mais responsável possível”

25792305893_fa95beaec1_z (2)DEPUTADO LUIZ CLAUDIO ROMANELLI (PSB): Sr. Presidente, Sras. Deputadas e Srs. Deputados. Percebo que os ânimos nesta Casa, por conta dos acontecimentos da última semana no Município de Quedas do Iguaçu, e também, é claro, pela grave conflagração de opinião que temos em relação à votação pela Câmara dos Deputados do pedido de impeachment da Presidente da República, entendo que os discursos, os ânimos se exaltam, mas é necessário que possamos, dentro da democracia que vivemos, respeitando o estado democrático de direito, sempre reconhecer e ter como método o diálogo como a solução de conflitos. Sabemos que a violência não resolve a violência.

O Estado do Paraná é um Estado que sempre caracterizou-se por ser um Estado pacífico, de um povo trabalhador e, ao mesmo tempo, de ter relação respeitosa com todos, sejam os organismos que representam o Estado, seja o Movimento Social, Movimento Sindical.

O Governo trata essa questão que envolve a empresa Araupel desde o início – e o início já vem de décadas – da forma mais responsável possível, muito embora existam reintegrações de posse na área. O Governador Beto Richa sempre, para poder preservar vidas, buscou a cautela e o processo de negociação.

O Governo tem um assessor de assuntos fundiários, agrários, que trata desse tema permanentemente. Ao mesmo tempo, o Chefe da Casa Civil, o então Eduardo Sciarra, que coordenava esse processo todo, sempre pautou, como tem pautado também o Deputado Valdir Rossoni, com extremo equilíbrio e bom senso para, de um lado preservar a segurança dos moradores de Quedas do Iguaçu e por outro lado manter a integridade de todos os que moram naquela região, sejam os assentados, sejam os integrantes do MST que ocupam áreas, porque temos que reconhecer que é através do diálogo que vamos encontrar uma solução. Ao mesmo tempo… (Manifestações nas galerias.)

PRESIDENTE (Deputado Ademar Traiano – PSDB): Por favor, ouçam o orador.

DEPUTADO LUIZ CLAUDIO ROMANELLI (PSB): Sr. Presidente, quero só dizer à plateia que estou acostumado com gritos. Não é problema. Grito não me assusta, não.

Ao mesmo tempo, o Governo vai manter-se em uma linha extremamente responsável, tanto que o Governo requereu que o Ministro da Justiça mantivesse a Força Nacional em Quedas do Iguaçu, isso foi feito no dia 3 de março e, infelizmente, o Ministro da Justiça não respondeu e, ao contrário, determinou a saída da Força Nacional. Nesse sentido, é claro houve por bem o Estado reforçar a segurança da região com a Polícia Militar do Paraná.

E o fato é que a Polícia Militar acompanhava – como todos puderam ter as informações – uma diligência que estava sendo feita pela Polícia Ambiental, não na área da ocupação, mas em uma área de floresta que, efetivamente, pertence à empresa Araupel, quando houve a manifestação e o confronto.

Os fatos, os detalhamentos, por óbvio devem ser fruto – já estão sendo – de análise, tanto do inquérito policial, que é conduzido pela Polícia Civil, como pelo próprio comando da Polícia Militar e também, é claro, pelo Ministério Público.

E neste sentido entendo que nós, o Parlamento, como tem feito o Governo, sempre busca construir soluções na base do diálogo, para que permanentemente possamos encontrar uma solução.

O momento é de conflito, é de confronto, mas ao mesmo tempo momento de equilíbrio, porque senão mais vidas serão perdidas. E nenhuma vida pode ser aceita como uma vida perdida. Por isso que entendo que nosso Governo continuará pautando a sua conduta sempre com muito equilíbrio, com muita responsabilidade, apoiando dentro do estado democrático de direito as ações que forem necessárias, que estiverem contrárias a lei, mas ao mesmo tempo entende que o movimento social tem que ser respeitado, e o diálogo pode e deve ser estabelecido… (Manifestações nas galerias.)

PRESIDENTE (Deputado Ademar Traiano – PSDB): Por favor, peço atenção, peço atenção para que o orador possa concluir a sua fala.

DEPUTADO LUIZ CLAUDIO ROMANELLI (PSB): Por outro lado, quero conclamar a todos e a todas desta Casa, para que possamos, com muita tranquilidade…

DEPUTADO ADELINO RIBEIRO (PSL): Sr. Presidente, “questão de ordem”. O pessoal está chamando o Deputado de mentiroso, acho que tem que botar ordem na Casa. É falta de vergonha um jovem vir aqui para chamar um Deputado de mentiroso. Então, a pessoa fica inflamando a torcida para lá e para cá, chama o Deputado de mentiroso…

PRESIDENTE ( Deputado Ademar Traiano – PSDB): Por favor, peço… (Manifestações nas galerias.) Esta Casa é democrática… Por favor, ouçam-me. Vocês são bem-vindos aqui, mas peço… Peço a compreensão para que vocês possam permitir que o Deputado conclua a sua fala. Fiquem à vontade, aqui vocês sempre serão bem-vindos. Agora, por favor, entendam. (Aplausos.)

DEPUTADO LUIZ CLAUDIO ROMANELLI (PSB): Bem, Sr. Presidente, por último quero dizer ao Deputado Nereu Moura, que fez um pronunciamento, levou xerox na tribuna… Dizer, Deputado Nereu Moura, que toda… Todo o processo licitatório do Estado é público, qualquer cidadão tem acesso ao conteúdo e, obviamente, ao que acontece em uma licitação. O Tribunal de Contas acompanha todas as licitações, os preços são públicos, os pagamentos são públicos, o gasto com o dinheiro público tem absoluta transparência no Estado do Paraná.

(Manifestações nas galerias.) Ao mesmo tempo, quero lhe informar que o procedimento licitatório em tela fixa um valor máximo, mas o valor que, efetivamente, é pago é aquilo que é gasto. Se V.Ex.a não conhece o procedimento licitatório, deveria estudá- lo antes de ir à tribuna, porque o que é pago é o que é utilizado, como qualquer processo licitatório que temos. E, ao mesmo tempo, quero concluir a minha fala, agradecendo às Sras. e aos Srs. Parlamentares, pedindo que esta Casa mantenha, como sempre manteve, entre todos os seus membros um diálogo cordial, franco, objetivo, com contraposto de ideias, mas que possamos sempre avançar na construção de uma democracia com pluralismo, liberdade, mas ao mesmo tempo, com respeito ao estado democrático de direito.

O Governo se manterá sempre com extremo equilíbrio, reconhecendo que a violência nunca é a solução, deplora qualquer confronto e, ao mesmo tempo, manterá equilíbrio na condução de todo esse processo. Obrigado, Sr. Presidente, Sras. Deputadas e Srs. Deputados.

“Mas o que o povo quer, minha gente, é polícia na rua, é viatura policial”

25792305893_fa95beaec1_z (1)DEPUTADO LUIZ CLAUDIO ROMANELLI (PSB): Sr. Presidente, Sras. Deputadas e Srs. Deputados. É bom ver essas galerias com jovens que vêm nos visitar. Os jovens do ensino fundamental e também os jovens que integram o Instituto Federal do Paraná. Hoje, o Paraná já tem 29 Institutos Federais com 45 mil alunos. E há de se reconhecer que foi um grande esforço a criação do Instituto Federal, e há de se reconhecer a obra do Presidente Lula e da Presidente Dilma, que foram fundamentais para que o Instituto Federal existisse. E é uma satisfação ver tantos jovens aqui, essas nossas crianças aqui na Assembleia Legislativa do Estado do Paraná.

Mas vim à tribuna, Deputado Maurício Requião e demais Parlamentares, primeiro, Deputado Tadeu Veneri, em relação à questão dos empréstimos. A novela dos empréstimos ao Paraná. O único empréstimo que o Governo conseguiu nesses anos todos foram os recursos advindos daquele financiamento do BNDES, que me falha agora o nome, do Proinvest, que foi conseguido, aliás, graças a uma liminar que foi expedida pelo juiz Marco Aurélio do Supremo Tribunal Federal, que exigiu que o Paraná não ficasse discriminado e que aqueles recursos pudessem vir ao Estado, aliás, dinheiro de grande utilidade que iria permitir, inclusive, aumentar o capital do BRDE e alavancar com mais de R$ 1 bilhão de empréstimos à economia paranaense.

Mas quero dizer que há um debate sobre coletes, sobre viaturas, sobre segurança pública, como se o Plano de Segurança Pública fosse um problema localizado no Estado do Paraná. O problema é grave, é nacional. Temos um sistema penitenciário nacional superlotado. Temos um modelo que, obviamente, está sendo debatido e discutido. E aqui no Estado sabemos que o Governo, desde o início, enfrentou um problema grave, porque o Governador Requião fez uma opção em um determinado momento, de investir em algumas áreas e, obviamente, na área da segurança pública investia valores orçamentariamente menores do que se investe no atual Governo.

Deputado Stephanes Junior (PSB): Deputado Romanelli, concede-me um aparte, na sequência?

DEPUTADO LUIZ CLAUDIO ROMANELLI (PSB): Na sequência, Ex.a.. E, obviamente, todos sabem que mais de 10 mil policiais foram contratados, houve um aumento real do efetivo, embora a atual política de aposentadoria dos militares, acaba fazendo com que muitos se aposentem ainda com um período, que poderiam produzir muito mais. Mas isso é uma discussão outra, que tem que se ter, que possa ser sem ferir direito de ninguém e fazer com que os policiais militares possam ganhar mais e permanecer mais tempo na ativa. Concedo um aparte ao Deputado Pedro Lupion, antes de dar sequência ao meu pronunciamento.

Deputado Pedro Lupion (DEM): Deputado Romanelli, gostaria… Preciso de som, Presidente. Som, Presidente!

DEPUTADO LUIZ CLAUDIO ROMANELLI (PSB): O som, Presidente, nem eu estou com o retorno aqui para a Sessão.

PRESIDENTE (Deputado Ademar Traiano – PSDB): Por favor, o som aqui.

Deputado Pedro Lupion (DEM): Deputado Romanelli, agradecer o aparte. É importante um debate como este, em um período triste que estamos vivendo na segurança pública, não só aqui no Paraná, mas em todos os locais. Ontem, vi notícias de mais quatro policiais assassinados no Estado de São Paulo; policiais assassinados no Rio de Janeiro; na Bahia, dois policiais faleceram ontem; como aqui no Estado do Paraná, estamos enfrentando um problema gravíssimo na área da segurança pública. Ora, Deputado Romanelli, temos hoje uma política chamada Paraná Seguro, esse programa do Governo do Estado possibilitou a compra de mais de 2.200 viaturas novas, para a Polícia Militar e para a Polícia Civil. Teve uma contratação histórica de policiais militares e também contratação de mais delegados, escrivães e também agentes para a nossa Polícia Civil e estruturação da nossa Polícia Científica. Isso tudo, plano de Governo! Isso tudo, necessidade clara e real do Estado do Paraná que, quando se iniciou este Governo, detectou o problema na segurança pública, que precisava rapidamente ser solucionado. Infelizmente, Deputado Romanelli, justamente pelos meandros burocráticos, que encontramos em todas as esferas do nosso País, até a manutenção de uma viatura, Deputado Elio Rusch, pode levar três, quatro, cinco, seis meses, por causa da necessidade de apresentação de três orçamentos, a necessidade das oficinas cadastradas, a necessidade da administração desses contratos de manutenção e, também, a necessidade efetiva do trâmite dentro do Governo do Estado, para a realização dos pagamentos dessas oficinas. A ideia de se locar viaturas é uma ideia que já é adotada por inúmeros Estados. Talvez, a maior frota de veículos de polícia que exista no País é da polícia do Rio de Janeiro, lá quase a totalidade é locada. Por que, Deputado Elio e Deputado Traiano? Por que quando um carro é locado, todos sabem como funciona o contrato de locação: o carro quebrou, devolve para a locadora e vem outro; o carro deu problema, devolve o carro e pega outro. A facilidade e a celeridade do processo de manutenção é muito maior, a responsabilidade é da locadora. Por que nós no Estado do Paraná, depois de uma compra de mais de 2 mil viaturas, com os problemas de segurança que enfrentamos hoje, não podemos experimentar esse modelo que já é realizado em outros Estados? Temos que ter o voto de confiança desta Casa para que o Governo do Estado possa testar o novo sistema, que talvez, sim, seja o melhor possível. Se não funcionar, voltemos lá atrás, se não funcionar…

Deputado Stephanes Junior (PSB): Queria contribuir com isso…

Deputado Pedro Lupion (DEM): …Voltemos à compra das viaturas, mas por enquanto, a necessidade é real e é clara: precisamos de mais viaturas e precisamos de viaturas que não fiquem quatro ou cinco meses paradas para sofrerem a sua manutenção. Então, espero que esta Casa apoie uma nova iniciativa do Governo que pode vir a dar certo.

DEPUTADO LUIZ CLAUDIO ROMANELLI (PSB): Deputado Stephanes.

Deputado Stephanes Junior (PSB): Muito obrigado, Deputado Romanelli, pela palavra. Quero contribuir um pouco com este debate. Fui Secretário de Administração e a locação do carro é benéfica pela agilidade e pelo custobenefício. E quero dar uma informação para o Mauricio Requião que é importante ele saber. No Governo do pai dele mais da metade dos carros da Polícia Militar eram locados, da Ouro Verde. Então, não entendo ele combater o que ele fazia. Assim como quando ele foi Prefeito, quem implantou em Curitiba os primeiros carros locados da Cotrans foi o pai dele. Então, são dois pesos e duas medidas. Mas a coisa é boa, vem para ajudar, dar agilidade na segurança. Além disso, Romanelli, já falei esse número: no Governo Requião, em oito anos, foram contratados 2.500 policiais. Quando o Governador Beto Richa assumiu, havia uma defasagem gigante, muito grande de policiais. Tivemos o menor número per capita de policiais da história no Governo Requião. Ele contratou 10.500 não só para suprir da fase dele, Governador Beto Richa, mas, principalmente, para suprir o que o Requião não fez. Muito obrigado.

DEPUTADO LUIZ CLAUDIO ROMANELLI (PSB): Obrigado. Em primeiro lugar, quero dizer que indiscutivelmente o Prefeito Requião de fato inovou, deu continuidade à política que tinha de locação de veículos para Prefeitura de Curitiba. Inclusive, fui Secretário da área e até participei do processo todo. Em relação ao Governo Requião, não havia viaturas locadas para a Polícia Militar. Mas eu… Não havia. O fato concreto é que temos que reconhecer que o modelo de gestão da frota que foi implantado, reduziu brutalmente o desvio de dinheiro público e também reduziu a despesa. Por quê? Por que moralizou o processo de orçamento para poder realizar a manutenção das viaturas. O problema é maior onde? É na Polícia Militar. Na Polícia Civil, o problema é muito menor. Por quê? Por que a Polícia Civil tem um Fundo Rotativo que paga as pequenas despesas de manutenção: troca de óleo, de pastilhas e mais algumas outras manutenções periódicas que são necessárias. Então, a frota da Polícia Civil tem sofrido muito menos. A Polícia Civil tem sofrido muito menos na gestão da frota do que a Polícia Militar. (É retirado o som.)

PRESIDENTE (Deputado Ademar Traiano – PSDB): Para concluir, Deputado Romanelli.

DEPUTADO LUIZ CLAUDIO ROMANELLI (PSB): E a Polícia Militar tem um sistema burocratizado, descentralizado, desonerador de despesas que acaba de fato atrasando mais. Temos um problema concreto em relação à questão da gestão que envolve a Polícia Militar. Por outro lado, houve uma grande redução do custo. Agora, o estudo que o Governo está desenvolvendo é para poder locar 200 viaturas para atender a Região Metropolitana de Curitiba. Por óbvio, precisa ser analisado do ponto de vista da análise econômica financeira e da relação custobenefício para atender a população, porque o problema é grave, complexo. Talvez valha a pena pagar mais caro, mas garantir que vamos ter viatura policial 24 horas por dia, rodando em todos os bairros da cidade. Não podemos ficar mais sem viaturas para atender. Se vai custar mais caro? Provavelmente vai custar mais caro. É óbvio… (É retirado o som.)

PRESIDENTE (Deputado Ademar Traiano – PSDB): Para concluir, Deputado.

DEPUTADO LUIZ CLAUDIO ROMANELLI (PSB): …A conta é matemática. Mas o que o povo quer, minha gente, é polícia na rua, é viatura policial. Temos policiais e temos que ter viaturas e equipamentos e é isso que temos que fazer na área de segurança pública e não adianta ficarmos fazendo discursos, porque discursos não resolvem o problema de segurança pública. Obrigado!