Pró Tork adere ao Paraná Competitivo e gera mais empregos em Siqueira Campos

 

O governador Beto Richa assinou nesta quarta-feira (6) protocolos de intenção com duas empresas que receberão incentivos do programa Paraná Competitivo. A Sport Bay (empresa do grupo Pró Tork) e a Mercadomóveis ampliarão suas atividades de comércio eletrônico com investimentos totais de R$ 11,5 milhões, gerando 74 empregos diretos apenas em suas operações on-line.

O Estado, ressaltou o governador, trabalha ao lado de empresas que acreditam e investem no Paraná. “Sou um admirador das duas empresas pela capacidade empreendedora e pelo crescimento vertiginoso ao longo dos anos, gerando riquezas e muitas oportunidades de emprego aos paranaenses”, disse o governador Beto Richa.

A articulação para que a Sport Bay/Pro Tork fosse incluída entre as as empresa no Paraná Competitivo contou com atuação do deputado estadual Luiz Claudio Romanelli (PSB), líder do governo na Assembleia Legislativa, que destacou a importância de investir nesta forma de comércio.


De acordo ele, a readequação no ICMS para quando a mercadoria sai do estado é uma medida que já existe em outros estados e fará com que essas empresas do Paraná se equiparem à concorrência externa. “Destaco a ProTork pois é uma empresa do Norte Pioneiro, região que eu represento, e que é uma das maiores do setor em todo a América Latina. Com a integração ela amplia a sua competitividade e pode crescer, gerar empregos e desenvolvimento na comunidade onde atua. É uma ação que beneficia a empresa, seus funcionários, a cidade e o Paraná como um todo”, afirmou Romanelli.

 

Segundo o diretor-presidente da Sport Bay, Marlon Bonilha, o grupo já conta com incentivo do Paraná Competitivo para a fábrica de Siqueira Campos, que agora se amplia para o comércio eletrônico. “É uma iniciativa importante do governo apoiar os e-commerce nativos do Estado, para que tenham mais competitividade no cenário nacional. As vendas online representam, hoje, 30% dos ativos de venda do comércio nacional”, afirmou.

Por meio dos incentivos concedidos pelo programa, o grupo fará investimentos no valor de R$ 6,1 milhões, que deverão possibilitar incremento nas vendas e a contratação de 59 trabalhadores. A empresa, que é a maior fabricante de capacetes do mundo, planeja construir um centro de distribuição em Curitiba voltado especificamente ao comércio eletrônico.

Sancionada a lei que permite venda e consumo de chopes nos estádios paranaenses

A lei que permite a venda e consumo de cervejas e chopes nos estádios de futebol do Paraná, foi sancionada na manhã desta segunda-feira (25) pelo governador do Estado, Beto Richa (PSDB). O projeto foi aprovado pelos deputados da Assembleia Legislativa com 24 votos a favor e 20 contrários.

De acordo com a lei que entra em vigor após ser publicada no Diário Oficial, a comercialização e o consumo de chope nos estádios ou arenas desportivas sejam permitidos desde a abertura dos portões para acesso do público até o término do evento. “O controle da ingestão do álcool é necessário e fundamental, por isso o projeto prevê a venda em locais específicos nos estádios e com horários predeterminados. E permite apenas a comercialização de cerveja e chope, bebidas de baixo teor alcoólico”, esclareceu o deputado Luzi Claudio Romanelli, autor da lei sancionada.

Ainda de acordo com Romanelli, a proibição de cerveja nos estádios não reduziu a violência nos últimos nove anos. “O comportamento de determinadas torcidas e indivíduos é violento por si só e isso independe de se consumir ou não álcool. É notório que a violência que envolve os jogos de futebol ocorre antes e depois dos jogos, em encontros fortuitos ou programados entre torcedores rivais e são raros os casos em que os atos de agressão entre os torcedores acontecem durante a partida, dentro do estádio”, argumentou.

A lei também determina que 20% das cervejas vendidas sejam produzidas artesanalmente no Paraná. “É abrir espaço para que nosso produtores entrem neste mercado ainda restrito. Gerará mais emprego e renda, além de permitir que produtos paranaenses sejam valorizados, o que é importante para nossa economia”, disse o líder do governo.

‘Emprego é prioridade em 2016’

Num momento em que a crise econômica faz com que o desemprego aumente em todo o Brasil, os investimentos do Estado em 2016 vão priorizar as obras e ações que garantam o bom nível de empregos registrado no Paraná nos últimos anos. A avaliação é do deputado Luiz Claudio Romanelli, líder do governo na Assembleia Legislativa. O legislativo retoma as sessões nesta segunda-feira, 1º de fevereiro, em Curitiba.

Segundo Romanelli, que comandou a Secretaria do Trabalho entre 2011 e 2014, os R$ 8 bilhões previstos nos investimentos estaduais neste ano vão constituir uma política contra a recessão e a favor do emprego, principalmente nas áreas da infraestrutura e da construção civil, onde devem se concentrar a maior parte das obras estaduais.

“O importante é que as obras, além de melhorar a qualidade de vida das pessoas, terão um papel contra a recessão, a favor do emprego. O Paraná enfrenta a crise nacional, mas desde o ano passado está entre os estados mais que mais criam empregos e saiu na frente no enfrentamento da crise. O desafio para 2016 é avançar neste caminho”, diz Romanelli, que está em seu quarto mandato e ocupa pela segunda vez a função de líder do governo. Leia a seguir a entrevista com o deputado.

Confira abaixo a entrevista concedida pelo deputado Romanelli aos jornais da Associação dos Diários do Interior do Paraná.

A economia brasileira vai mal, com desemprego, dólar e inflação em alta. O Paraná conseguirá superar a crise?
Romanelli – O Paraná já superou a crise. Estamos com o orçamento equilibrado, pagamos os credores, os salários estão em dia e o governo honrou todos os compromissos que assumiu, como promoções e progressões. E o ajuste fiscal foi fundamental para isso. É só ver a manchete de O Globo dessa última semana que mostra que oito dos dez estados mais ricos do Brasil, vão reduzir os investimentos em 2016. O Paraná é uma das duas exceções, com um aumento de investimento de 21,73% na comparação com o ano anterior – aproximadamente R$ 3,5 bilhões, que somados com os investimentos que serão realizados pelas estatais (Copel, Sanepar, Compagás), chegará perto de R$ 8 bilhões.

Ou seja, em relação aos outros Estados, o Paraná está numa situação privilegiada. A retomada da normalidade dos investimentos é o grande desafio para o ano que se inicia. O ano de 2016 certamente trará mudanças, mas o seu impacto na sociedade depende de nós.

Apesar dos confrontos com servidores, o Paraná é um dos poucos estados que concedeu reajuste salarial acima da inflação. Os 15% de reajuste em quatro meses, chama atenção em tempos de crise. Qual a sua avaliação?
Romanelli – Tenho a satisfação de dizer que fiz esta proposta de fazer uma política salarial de três anos para o servidor público, garantindo o pagamento da inflação e a antecipação da data base. Pagamos a inflação inteira de 2015 agora em janeiro. O servidor teve outro reajuste neste mês de janeiro da inflação inteira de 2016 e mais 1% do ganho real. E em maio de 2018, terá outro reajuste. É uma política salarial de três anos que dá estabilidade salarial aos servidores. Não haverá tensionamentos e cada um dos planos de cargos e salários poderá ser tratado de forma pontual pelo Estado na medida em que se possa reconhecer a necessidade de se fazer ajustes. O Estado paga um salário digno aos servidores e deve exigir deles plena carga de trabalho e de compromisso com a atividade que escolheram.

O governo já anunciou que pretende investir R$ 7,8 bilhões em 2016. Quais serão as prioridades?
Romanelli – O governo tem no orçamento R$ 7,8 bilhões para investimento. Serão R$ 3,1 bilhões do Tesouro mais R$ 4,7 pelas estatais. São investimentos significativos em infraestrutura, logística, políticas sociais, programas habitacionais, programas na área da educação e da saúde. Programas de melhoria da qualidade de vida do povo paranaense. E com uma grande vantagem: em um ano de crise, a prioridade das obras será para aquelas que geram emprego. O Estado tem que ser um tutor, tem que fomentar e criar condições para que cada real que se aplica resulte na possibilidade de ter emprego para que os paranaenses possam de fato enfrentar este difícil ano de 2016.

Quais as perspectivas para 2016 na Assembleia?
Romanelli – Será um ano de muito debate político acalorado. Analisaremos se será votado ou não a criação do fundo de previdência complementar, que é necessário. Já foi adotado pelo governo federal e por outros estados, para os novos servidores. Para os atuais servidores e inativos, nada muda. A nova regra valerá apenas para novos editais de concursos que serão feitos. A decisão de enviar ou não o projeto será do governador Beto Richa, mas como líder do governo, coloquei um pressuposto: todos os servidores públicos têm que ter amplo conhecimento do projeto. Faremos seminários regionais, debates, boletins informativos, uma ampla discussão. Estou convencido que ou nós vamos pensar como vai ser daqui a trinta anos, ou não haverá recursos para pagar a conta da previdência. A garantia para os atuais aposentados e pensionistas e para os servidores ativos, é a adoção de um sistema previdenciário para os novos servidores. É um debate que deve ser feito intensamente com os servidores públicos antes que venha para a Assembleia.

O Paraná passou o Rio Grande do Sul e se firmou como quarta maior economia do Brasil. Mesmo assim, há cobranças do que o estado recebe da União. Como o senhor vê esta situação?
Romanelli – Temos um problema grave em que a União vive uma grande crise econômica, moral e política. E o Paraná historicamente tem sido discriminado pela União. Em 2014, relatei na Assembleia a Agenda Paraná, uma lista prioridades pensando no desenvolvimento do Estado de forma integrada e que deve ser trabalhada de forma objetiva, para conquistar todas as obras que estão elencadas. Entregamos o documento a todos os candidatos á presidência e deixamos claro, a necessidade de cada um dos entes federados cumprir com a sua parte. É fundamental a participação da União e nós temos que dar todos os encaminhamentos porque, certamente, na saída da crise, estaremos com tudo pronto para poder exigir tudo àquilo que o Paraná tem direito perante o governo federal.

Em ano de eleições, qual a sua avaliação sobre o quadro político no Estado e na capital?
Romanelli – Entendo que a capital poderá mudar o rumo da política paranaense. Se o atual prefeito Gustavo Fruet for reeleito, não tenho dúvida que passará a ser um forte candidato às eleições de 2018. Por outro lado, se ele for derrotado, o novo eleito não terá condições de renunciar para se candidatar a governador, mas será um grande eleitor.

Então, quem ganhar as eleições de Curitiba, certamente terá grande influência nas eleições para governador em 2018. Haverá uma grande disputa em Curitiba e a cidade está precisando de um projeto novo. O atual está esgotado, há um desânimo geral em relação à gestão. Há três anos, todos esperam que a gestão do Gustavo Fruet se inicie. O que ouvimos o tempo todos são reclamações do próprio gestor. Reconheçamos que ninguém elege alguém para que ele fique reclamando.