Romanelli e prefeitos acertam projetos para o Norte Pioneiro

Prefeitos de oito municípios da região do Norte Pioneiro estiveram nesta terça (14), na Casa Civil do Governo do Paraná, em Curitiba. As audiências, individuais com cada prefeito e o secretário Valdir Rossoni, foram organizadas pelo líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB).

Durante os encontros, os prefeitos puderam solicitar obras e serviços prioritários nas mais diversas áreas de atendimento à população. A saúde é a principal demanda da população, seguida por obras de infraestrutura. A Casa Civil é a secretaria responsável pela coordenação de todos os projetos do governo estadual.

“É a primeira vez que isso acontece, mas já temos outras audiência programadas para as próxima semana. É fundamental essa conversa frente a frente com os prefeitos, pois eles são a ponta da administração pública que recebe as demandas diretamente da população”, disse o deputado Romanelli.

Para o prefeito Sérgio Kronéis, de São José da Boa Vista, a parceria com o governo do estado é fundamental no início dos mandatos. “Com o início do ano em um ano de crise, queda na arrecadação e início de mandato, mesmo no caso de prefeitos reeleitos como eu, é fundamental manter parcerias para obras e serviços funcionarem bem”, destacou.

Além de Sérgio, participaram os prefeitos Edimar Santos (Santa Cecília do Pavão), Carlinhos Tamura (Uraí), Darlene do Prado Moreira (Rancho Alegre), Zé Vareta (Prefeito em exercício de Quatiguá), Alexandre Basso (Nova América da Colina), Acácio Secci (Assaí) e Gimerson de Jesus (Sapopema).

‘Emprego é prioridade em 2016’

Num momento em que a crise econômica faz com que o desemprego aumente em todo o Brasil, os investimentos do Estado em 2016 vão priorizar as obras e ações que garantam o bom nível de empregos registrado no Paraná nos últimos anos. A avaliação é do deputado Luiz Claudio Romanelli, líder do governo na Assembleia Legislativa. O legislativo retoma as sessões nesta segunda-feira, 1º de fevereiro, em Curitiba.

Segundo Romanelli, que comandou a Secretaria do Trabalho entre 2011 e 2014, os R$ 8 bilhões previstos nos investimentos estaduais neste ano vão constituir uma política contra a recessão e a favor do emprego, principalmente nas áreas da infraestrutura e da construção civil, onde devem se concentrar a maior parte das obras estaduais.

“O importante é que as obras, além de melhorar a qualidade de vida das pessoas, terão um papel contra a recessão, a favor do emprego. O Paraná enfrenta a crise nacional, mas desde o ano passado está entre os estados mais que mais criam empregos e saiu na frente no enfrentamento da crise. O desafio para 2016 é avançar neste caminho”, diz Romanelli, que está em seu quarto mandato e ocupa pela segunda vez a função de líder do governo. Leia a seguir a entrevista com o deputado.

Confira abaixo a entrevista concedida pelo deputado Romanelli aos jornais da Associação dos Diários do Interior do Paraná.

A economia brasileira vai mal, com desemprego, dólar e inflação em alta. O Paraná conseguirá superar a crise?
Romanelli – O Paraná já superou a crise. Estamos com o orçamento equilibrado, pagamos os credores, os salários estão em dia e o governo honrou todos os compromissos que assumiu, como promoções e progressões. E o ajuste fiscal foi fundamental para isso. É só ver a manchete de O Globo dessa última semana que mostra que oito dos dez estados mais ricos do Brasil, vão reduzir os investimentos em 2016. O Paraná é uma das duas exceções, com um aumento de investimento de 21,73% na comparação com o ano anterior – aproximadamente R$ 3,5 bilhões, que somados com os investimentos que serão realizados pelas estatais (Copel, Sanepar, Compagás), chegará perto de R$ 8 bilhões.

Ou seja, em relação aos outros Estados, o Paraná está numa situação privilegiada. A retomada da normalidade dos investimentos é o grande desafio para o ano que se inicia. O ano de 2016 certamente trará mudanças, mas o seu impacto na sociedade depende de nós.

Apesar dos confrontos com servidores, o Paraná é um dos poucos estados que concedeu reajuste salarial acima da inflação. Os 15% de reajuste em quatro meses, chama atenção em tempos de crise. Qual a sua avaliação?
Romanelli – Tenho a satisfação de dizer que fiz esta proposta de fazer uma política salarial de três anos para o servidor público, garantindo o pagamento da inflação e a antecipação da data base. Pagamos a inflação inteira de 2015 agora em janeiro. O servidor teve outro reajuste neste mês de janeiro da inflação inteira de 2016 e mais 1% do ganho real. E em maio de 2018, terá outro reajuste. É uma política salarial de três anos que dá estabilidade salarial aos servidores. Não haverá tensionamentos e cada um dos planos de cargos e salários poderá ser tratado de forma pontual pelo Estado na medida em que se possa reconhecer a necessidade de se fazer ajustes. O Estado paga um salário digno aos servidores e deve exigir deles plena carga de trabalho e de compromisso com a atividade que escolheram.

O governo já anunciou que pretende investir R$ 7,8 bilhões em 2016. Quais serão as prioridades?
Romanelli – O governo tem no orçamento R$ 7,8 bilhões para investimento. Serão R$ 3,1 bilhões do Tesouro mais R$ 4,7 pelas estatais. São investimentos significativos em infraestrutura, logística, políticas sociais, programas habitacionais, programas na área da educação e da saúde. Programas de melhoria da qualidade de vida do povo paranaense. E com uma grande vantagem: em um ano de crise, a prioridade das obras será para aquelas que geram emprego. O Estado tem que ser um tutor, tem que fomentar e criar condições para que cada real que se aplica resulte na possibilidade de ter emprego para que os paranaenses possam de fato enfrentar este difícil ano de 2016.

Quais as perspectivas para 2016 na Assembleia?
Romanelli – Será um ano de muito debate político acalorado. Analisaremos se será votado ou não a criação do fundo de previdência complementar, que é necessário. Já foi adotado pelo governo federal e por outros estados, para os novos servidores. Para os atuais servidores e inativos, nada muda. A nova regra valerá apenas para novos editais de concursos que serão feitos. A decisão de enviar ou não o projeto será do governador Beto Richa, mas como líder do governo, coloquei um pressuposto: todos os servidores públicos têm que ter amplo conhecimento do projeto. Faremos seminários regionais, debates, boletins informativos, uma ampla discussão. Estou convencido que ou nós vamos pensar como vai ser daqui a trinta anos, ou não haverá recursos para pagar a conta da previdência. A garantia para os atuais aposentados e pensionistas e para os servidores ativos, é a adoção de um sistema previdenciário para os novos servidores. É um debate que deve ser feito intensamente com os servidores públicos antes que venha para a Assembleia.

O Paraná passou o Rio Grande do Sul e se firmou como quarta maior economia do Brasil. Mesmo assim, há cobranças do que o estado recebe da União. Como o senhor vê esta situação?
Romanelli – Temos um problema grave em que a União vive uma grande crise econômica, moral e política. E o Paraná historicamente tem sido discriminado pela União. Em 2014, relatei na Assembleia a Agenda Paraná, uma lista prioridades pensando no desenvolvimento do Estado de forma integrada e que deve ser trabalhada de forma objetiva, para conquistar todas as obras que estão elencadas. Entregamos o documento a todos os candidatos á presidência e deixamos claro, a necessidade de cada um dos entes federados cumprir com a sua parte. É fundamental a participação da União e nós temos que dar todos os encaminhamentos porque, certamente, na saída da crise, estaremos com tudo pronto para poder exigir tudo àquilo que o Paraná tem direito perante o governo federal.

Em ano de eleições, qual a sua avaliação sobre o quadro político no Estado e na capital?
Romanelli – Entendo que a capital poderá mudar o rumo da política paranaense. Se o atual prefeito Gustavo Fruet for reeleito, não tenho dúvida que passará a ser um forte candidato às eleições de 2018. Por outro lado, se ele for derrotado, o novo eleito não terá condições de renunciar para se candidatar a governador, mas será um grande eleitor.

Então, quem ganhar as eleições de Curitiba, certamente terá grande influência nas eleições para governador em 2018. Haverá uma grande disputa em Curitiba e a cidade está precisando de um projeto novo. O atual está esgotado, há um desânimo geral em relação à gestão. Há três anos, todos esperam que a gestão do Gustavo Fruet se inicie. O que ouvimos o tempo todos são reclamações do próprio gestor. Reconheçamos que ninguém elege alguém para que ele fique reclamando.

Colombo terá mais R$ 13 milhões para pavimentação

O município de Colombo terá mais R$ 13 milhões para pavimentação e revitalização de vias urbanas. A abertura da licitação para as obras foi autorizada nesta segunda (25), em cerimônia no Palácio Iguaçu com o governador Beto Richa e com o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Luiz Claudio Romanelli.

Serão pavimentados 59 mil metros quadrados de vias urbanas, principalmente na região central e no bairro Guaraituba. Os recursos são de uma linha de financiamento disponibilizada pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano.

O deputado Romanelli, que representa Colombo na Alep, destacou que obras são importantes e uma das maiores demandas da população colombense. “Esses recursos fazem parte de um conjunto de ações para melhorar a qualidade de vida na Região Metropolitana de Curitiba. Direito a moradia, políticas sociais, pavimento na porta de casa, energia elétrica entre outras ações que são avanços para todos”, disse.

Já o governador Beto Richa destacou que o Paraná prevê investir cerca de R$ 8 bilhões em 2016 em parceria com os municípios. “Essa é mais uma demonstração do nosso compromisso com o municipalismo. Investimos nas cidades porque acreditamos que é ali que as pessoas vivem e precisam de serviços públicos de mais qualidade”, pontuou o governador.

Empregos
Outro ponto ressaltado pelo deputado Romanelli é que os investimentos em infraestrutura permitem a geração de empregos em um momento difícil da economia nacional. “O importante é que essas obras todas, além de melhorar qualidade de vida das pessoas, fazem parte de uma política contra a recessão, a favor do emprego. E para isso as obras da construção civil são fundamentais”, disse.

Além de Colombo, outros quatro municípios da Região Metropolitana de Curitiba receberão os recursos desta linha de crédito do Governo do Paraná. No total, foram liberados R$ 41 milhões para investimentos em Araucária, Campo Largo, Colombo, Fazenda Rio Grande, Quatro Barras.